Sessões Plenárias

Conferência Plenária — 17 de novembro

Revisitando a História da Educação Matemática — fundamentos, metodologias e temáticas

Discute-se o lugar da investigação histórica no campo mais geral da Educação Matemática. Problematiza-se a viabilidade de usar a disciplina escolar de Matemática como objeto de estudos históricos e a posição destes estudos no campo de Educação Matemática. Após uma revisão sobre procedimentos historiográficos e sua aplicação a uma História da Educação Matemática, discutem-se dois exemplos problematizando a articulação entre os dois campos. O primeiro usa uma abordagem histórica para compreender a formação do conhecimento pedagógico do conteúdo em professores de Matemática. O segundo usa construtos atuais sobre a números racionais para questionar abordagens em livros de texto do passado.

José Manuel Matos, Universidade Nova de Lisboa, Portugal

Iniciou a sua carreira na Escola do Magistério de Beja e durante alguns anos foi professor de matemática do ensino secundário. Concluiu o mestrado na Universidade de Boston em 1985 e o doutoramento na Universidade da Geórgia em 1999, ambos na área de Educação Matemática e durante vinte anos lecionou na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa onde é atualmente professor auxiliar aposentado. Desempenhou diversos cargos na Associação de Professores de Matemática, na Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação e na Sociedade Portuguesa de Investigação em Educação Matemática. Foi editor da primeira revista de investigação portuguesa em Educação Matemática. Até ao momento orientou 17 dissertações de doutoramento. Integrou equipas de investigação centradas na aprendizagem da matemática, na cultura da aula de matemática, no sucesso escolar e em estudos de carácter histórico e é autor e editor de diversos livros sobre estes temas.

 


 

Conferência Plenária — 18 de novembro

Investigando en el aula de matemáticas con los maestros en formación

La formación matemática que se imparte a los futuros maestros es de crucial importancia porque son estos quienes han de iniciar a los alumnos de Educación infantil y primaria en el aprendizaje de los conceptos matemáticos básicos. Esto ha hecho que sean objeto de frecuentes investigaciones sobre variados temas como por ejemplo sus procesos de aprendizaje de las matemáticas, sus actitudes, creencias y concepciones tanto de las matemáticas como de su enseñanza.

En ocasiones los resultados de estas investigaciones parecen contradictorios con lo que observamos en nuestras aulas con este tipo de alumnos. Es entonces cuando empezamos a cuestionar si los profesores de estos futuros maestros cometemos algún tipo de error en nuestra labor docente con ellos. Sin embargo, en pocas ocasiones razonamos sobre las particularidades curriculares, cognitivas o motivacionales de muchos de los grupos analizados en tales investigaciones. Teniendo esto presente presentaremos algunos ejemplos de estas situaciones.

Alexander Maz Machado, Universidad de Córdoba, Espanha

Alexander Maz Machado é licenciado em Matemática e Física pela Universidad el Tolima, Colombia. Doutor pelo departamento de Didáctica de las Matemáticas da Universidad de Granada. Foi professor de matemática no ensino secundário durante alguns anos na Colombia e atualmente é professor titular do Departamento de Matemática da Universidad de Córdoba, Espanha. É diretor das revistas Epsilon e Matemáticas, Educación y Sociedad. Coordenou um livro para a UNESCO sobre o Talento Matemático e publicou artigos sobre atitudes, historia da educação matemática e, difusão da investigação educativa.

 


 

Conferência plenária — 18 de novembro

Investigando números fracionários para desenvolver as ideias de estudantes de 7 anos: Um projeto colaborativo de pesquisadores e professores

Descreveremos uma colaboração entre pesquisadores universitários e professores do primeiro ciclo com o fim de estudar os problemas que os estudantes têm com a aprendizagem de números. Discutiremos os impedimentos cognitivos implicados na concepção comum de números fracionários para sua aprendizagem. Consultaram-se as origens dos problemas do ensino de frações nos livros didáticos. Como uma alternativa, apresentaremos uma abordagem proposta que é informada tanto pela análise histórica do surgimento de frações quanto pela evidência neurocientifica da propensão dos seres humanos a perceber a proporcionalidade não-simbólica entre pares de quantidades. Argumentamos que essa propensão neurocognitiva possa ser um elo instrucional para desenvolver o conhecimento robusto dos estudantes sobre números fracionários e para construir um sentido fracionário. Mostraremos a nossa elaboração de tarefas e alguns resultados preliminares de nossa implementação com estudantes do segundo ano (7 anos) de uma escola do 1.º ciclo do ensino básico.

Arthur Powell, Universidade de Rutgers – Newark, EUA

É mestre em Matemática pela Universidade de Michigan, EUA. Doutor em Educação Matemática pelo departamento de Aprendizagem e Ensino da Faculdade de Pós-Graduação em Educação, Universidade de Rutgers-New Brunswick, EUA. Atua como Professor e Chefe de Educação Matemática no Departamento de Educação Urbana na Universidade de Rutgers-Newark. Também é Cientista de Pesquisa Docente e Diretor Associado do Instituto Robert B. Davis de Aprendizagem da Faculdade de Pós-Graduação em Educação de Universidade de Rutgers-New Brunswick. Foi vice-presidente do Grupo de Estudo Internacional para Etnomatemática e para a American Research Research Association (AERA) co-diretor do Grupo de Interesse Especial de Pesquisa em Educação Matemática.

 


Painel Plenário — 17 de novembro

Investigando a aula de matemática

Moderadora: Ana Santiago, ESE Coimbra

Ana Santiago é doutorada em Didática da Matemática pela Universidad de Salamanca. É docente do Ensino Superior desde 2006, tendo lecionado em diversas instituições, unidades curriculares na área da Matemática e da Educação Matemática.
Foi Investigadora Auxiliar na UIED da FCT UNL e desenvolve a sua investigação na área da História do Ensino da Matemática, na área da Educação Financeira e Ensino da Matemática nos primeiros anos.

 


Participantes:

    Luís Menezes, ESE do Politécnico de Viseu

    Marisa Quaresma, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

    Joana Castro, Escola Superior de Educação de Lisboa